sexta-feira, abril 08, 2011




















Segue 3ª imagem, para os dois poemas seguintes, de Carlos Oliveira e de David Mourão-Ferreira.

Por vezes uma cama feita de insónias, por vezes uma cama desfeita de amor...

outlet de poesia: Segue a segunda imagem para os...

Bela foto Renato, como aliás todas as que andei a "cuscar" no teu blogue!

Será que ainda há veículos sem 5ª. velocidade?
Se sim, poder-se-ia pensar : "meter o CD (neste caso talvez cassette) com a 5ª. sinfonia de Beethoven" .

outlet de poesia: dress code: "Porcalhão Chique!"

Talvez se tenha ganho um bom arquitecto, mas ainda estamos a tempo de ganhar um excelente estilista!! Parabéns Pimenta!



outlet de poesia: dress code: "Porcalhão Chique!": "cenário têxtilapresentação final5 de maio de 2011"

outlet de poesia: tudo parece parado a olhar-me

outlet de poesia: tudo parece parado a olhar-me: "envolvo-me numa margem do riachotudo parece parado a olhar-mea outra margem esperano encosto de uma pontetravessia num arco espelhadot..."

"quando terminares o esboço e passares para a outra margem, quem sabe, talvez tudo comece a mexer...)

outlet de poesia: tudo parece parado a olhar-me

outlet de poesia: tudo parece parado a olhar-me: "envolvo-me numa margem do riachotudo parece parado a olhar-mea outra margem esperano encosto de uma pontetravessia num arco espelhadot..."

tudo parece parado a olhar-me

envolvo-me  numa margem do riacho
tudo parece parado a olhar-me
a outra margem espera
no encosto de uma ponte
travessia num arco espelhado
tudo parece parado a olhar-me
travessia num arco que não passo
fico, parado, calado
o esboço vai adiantado
o dia também,                  [parou
voltei mais uma vez para ficar
a outra margem espera
tudo parece parado a olhar-me


a rua esteve ali para eu passar


abriu-se o portão ferrugento
da rua um salto, lá do alto, mandou entrar
caminhei em frente   [o portão ficou
aberto para a rua

vi a casa senti o tempo   [tempo de nada
que passou na rua e não disse nada
risquei com riscos de perder
mas não perdi  [ganhei e fiquei a ver

vi árvores, muros e telhados
todos falavam  [o tempo já passou
abriu-se o portão ferrugento
a rua esteve ali para eu passar


quinta-feira, abril 07, 2011

outlet de poesia: contactos da malta

outlet de poesia: contactos da malta: "'Alexandre Sá' <alex.mkt@iol.pt> 'Ana Afonso' <aicafonso@gmail.com>'Ana Celeste Ferreira TECNICA VOCAL' <tecnicavocal@gmail...."

Obrigada Sofia pelos contactos e também pelos poemas!

Nevoeiro (com Madrigal)

Gosto quando pões a quinta porque me tocas na perna com o nó dos dedos”

Miguel Manso, in: «Madrigal»


O NEVOEIRO


O nevoeiro suspende-lhe a vida

como dois belos seios diante dos olhos,

humidade tão contrária à chuva,

aos dias em que se procura abrigo

ainda que seja numa mentira ou no passado.


Este branco que o impede de ver,

como se não fosse possível

morrer ou continuar vivo,

mais forte doa que a sua moral,

há-de atrasá-lo para o seu destino,


com a ideia de ser castigo

por ter dormido fora der casa.

Porque a hipocrisia é a única coisa

que persiste no nevoeiro.

Não há sequer as horas de prazer,


de entretenimento pelo menos foi,

e realmente vividas a noite passada

com a rapariga que gemia

com o se mentisse ou se a verdade

não fosse senão um episódico momento.


No nevoeiro há apenas que ter cuidado,

evitar que o carro vá à berma,

manter todas as luzes ligadas

e seguir devagar, esperando

que os outros façam o mesmo.


Paulo José Miranda

in: “O Tabaco de Deus”,

Edições Cotovia, Lisboa, 2002





















Segue a segunda imagem para os dois poemas seguintes, em diálogo: o vestido vermelho e o pagador de impostos...