quinta-feira, abril 07, 2011

formação na área do teatro e animação


“A Capoeira” promove acções de formação na área do teatro e animação

A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos, realiza nos dias 14 e 15 de Abril umaOficina de Comunicação, Voz e Dicção, orientada por Alberto Quaresma, actor da Companhia de Teatro de Almada e com um vasto currículo no teatro, no cinema e na televisão. A iniciativa, apoiada pelo Município de Barcelos, vai decorrer no Auditório da Câmara Municipal, e destina-se a professores, animadores, educadores, actores, estudantes, instrutores, directores, e a todas as pessoas que desenvolvam apresentações para públicos.
No dia 16, a partir das 10h00, A Capoeira organiza uma formação inicial sobre a arte de manipular e expelir fogo, onde serão ministradas noções básicas de segurança e gestão de combustíveis. A acção, para maiores de 16 anos, vai decorrer na sede da associação (Rua D. António Barroso, 117 – 119, 3.º andar) e tem um custo de inscrição de 30,00€.
As inscrições para estas duas acções de formação podem ser feitas emmail@acapoeira.com e www.acapoeira.com.
 

contactos da malta


"Alexandre Sá" <alex.mkt@iol.pt>
"Ana Afonso" <aicafonso@gmail.com>
"Ana Celeste Ferreira TECNICA VOCAL" <tecnicavocal@gmail.com>
"Ana Pamplona" <ana.pamplona@yahoo.com>
"Antonia Bastos POESIA" <mantoniambastos@gmail.com>
"Arminda Resende" <maria421@gmail.com>
"Carla Fonseca" <aglidole@gmail.com>
"Carlos Pereira" <cmiguel@gmail.com>
"Carmen Navarro" <carmennavarro45@gmail.com>
"Celestina Silva" <celestina.silva@hotmail.com>
"Claudia Falley" <cfalley@netcabo.pt>
"Diana Sousa" <d_dianasousa@hotmail.com>
"Fatima Martins" <maria13248@gmail.com>
"Isaque Ferreira" <isaqueferreira.13@hotmail.com>
"Joana Canedo" <joana_canedo@hotmail.com>
"Jose Pimenta POESIA" <jcostapimenta@gmail.com>
"Luis Freitas POESIA" <luis_freitas@vodafone.pt>
"Manuela Cameirao POESIA" <manuelacameirao@portugalmail.pt>
"Renato Roque" <rroque@renatoroque.com>
"Sofia Santos PRI" <007sofia@gmail.com>




obrigado sofia.
linda!

dress code: "Porcalhão Chique!"

cenário têxtil
apresentação final
5 de maio de 2011


quarta-feira, abril 06, 2011














Inicio aqui a publicação do guião imagético do nosso recital, divulgando as imagens escolhidas. A ordem dos textos foi ligeiramente alterada para conseguir um guião imagético mais sóbrio.

Esta imagem é a 1ª e abre o recital. Seria a imagem do flyer de divulgação, se este existisse, tal como acontece nas Quintas de Leitura. Mantém-se durante o poema da "quinta" do Miguel Manso e o poema dos "poetas" do JL Peixoto. Pretende simbolizar de alguma forma o caminho que vamos fazer através do reino da poesia, com encontros e sobressaltos. Correspondendo ao 1º texto, o caminho é visto de dentro de um carro, como quando metemos a quinta e tocamos com a mão a perna da mulher que pretendemos seduzir.

Está ainda em aberto usar cor ou preto e branco. Depois darei os argumentos a favor e contra das duas opções

Poema em Linha Recta de Fernando Pessoa

segunda-feira, abril 04, 2011

Labirinto de Emoções -3


III

… distantes são as travessuras e os inocentes dias da meninice…

Pondo de lado as “obrigações” ditadas por uma lucidez que nos impede as recordações, dou comigo a querer reencontrar-me e de quando em vez sou levado até tempos retidos no mais íntimo da memória, que nem mesmo o amarelecer das fotografias consegue fazer esquecer.

Sou despertado tão intensamente, que a saudade do tempo da inocência bate-me à porta de forma tal, que mesmo a lembrança da sala de aulas me mostra o quadro negro, no qual ainda restam vestígios de giz das contas que entretanto o “noves fora” da vida foi apagando.

Fechando os olhos, a memória insiste, levando-me em simultâneo a vários pedaços de tempo e a histórias plenas de alegrias e vivências, que de tão intensas que são fazem com que eu me perca…

…tal é o LABIRINTO DE EMOÇÕES!

(Fim)


eduardo roseira

Faz-se caminho ao andar


Tudo passa e tudo fica
porém o nosso é passar,
passar fazendo caminhos
caminhos sobre o mar

Nunca persegui a glória
nem deixar na memória
dos homens minha canção
eu amo os mundos subtis
leves e gentis,
como bolhas de sabão

Gosto de ver-los pintar-se
de sol e graná voar
abaixo o céu azul, tremer
subitamente e quebrar-se...

Nunca persegui a glória

Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar

Ao andar se faz caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se há de voltar a pisar

Caminhante não há caminho
senão há marcas no mar...

Faz algum tempo neste lugar
onde hoje os bosques se vestem de espinhos
se ouviu a voz de um poeta gritar
"Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar"...

Golpe a golpe, verso a verso...

Morreu o poeta longe do lar
cobre-lhe o pó de um país vizinho.
Ao afastar-se lhe vieram chorar
"Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar..."

Golpe a golpe, verso a verso...

Quando o pintassilgo não pode cantar.
Quando o poeta é um peregrino.
Quando de nada nos serve rezar.
"Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar..."

Golpe a golpe, verso a verso.


Cantares

Antonio Machado

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles

Morre lentamente

Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo. 


Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar. 


Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos.
Quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços. 


Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho ou amor.
Quem não se arrisca ao certo pelo incerto para ir atrás de um sonho.
Quem não se permite, pelo menos, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos... 


Viva hoje! Arrisque hoje! Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!
Não se esqueça de ser feliz!


Pablo Neruda

Receita para fazer o azul












©Renato Roque, Azul de Rebordelo, Serro, Rebordelo, Alendouro, Setembro 2006


Receita para fazer o azul

Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho da madrugada,
até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areiado meio-dia,
até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam com o tempo,
deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez ali o puseste;
e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre na superfície dourada.
Podes, então, levantar a cor até à altura dos olhos,
e compará-la com o azul autêntico.
Ambas as cores te parecerão semelhantes,
sem que possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser
algum dia, imitar o céu.


Nuno Júdice


domingo, abril 03, 2011

Festa na Escuridão

E, azul e branca, essa bandeira avança….

Azul, branca, indomável, imortal.

Como não pôr no Porto uma esperança

Se “daqui houve nome Portugal”?

Pedro Homem de Melo